O que é: XSRF (Cross-Site Request Forgery)

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O que é XSRF (Cross-Site Request Forgery)?

O XSRF (Cross-Site Request Forgery), também conhecido como CSRF, é uma vulnerabilidade de segurança que afeta aplicativos web. Essa vulnerabilidade permite que um atacante execute ações indesejadas em nome de um usuário autenticado, sem que este tenha conhecimento ou consentimento. O ataque ocorre quando um usuário legítimo é enganado para realizar uma ação específica em um site, como clicar em um link malicioso ou visitar uma página comprometida.

Como funciona o XSRF?

Para entender como o XSRF funciona, é importante compreender o fluxo de um ataque. Primeiramente, o atacante cria um site malicioso que contém um código JavaScript. Em seguida, o atacante envia um link para a vítima, geralmente por meio de um e-mail ou mensagem. Quando a vítima clica no link, o código JavaScript é executado no navegador da vítima, realizando uma requisição para o site alvo.

Essa requisição pode ser uma ação que modifica dados, como enviar uma mensagem, alterar uma senha ou até mesmo realizar uma compra. O site alvo, por sua vez, trata a requisição como legítima, pois acredita que foi feita pelo usuário autenticado. Dessa forma, o atacante consegue executar a ação desejada sem que a vítima tenha conhecimento.

Como se proteger contra o XSRF?

Existem várias medidas que podem ser adotadas para proteger um site contra ataques de XSRF. A seguir, listamos algumas das principais:

1. Utilize tokens de segurança:

Uma das formas mais eficazes de prevenir ataques de XSRF é utilizar tokens de segurança. Esses tokens são gerados pelo servidor e incluídos em cada formulário ou requisição que modifica dados. O token é único para cada sessão e é verificado pelo servidor antes de processar a requisição. Dessa forma, mesmo que um atacante consiga enviar uma requisição falsa, o token será inválido e a ação não será executada.

2. Implemente o cabeçalho HTTP “SameSite”:

O cabeçalho HTTP “SameSite” é uma medida de segurança que impede que cookies sejam enviados em requisições de terceiros. Ao definir o valor do cabeçalho como “Strict” ou “Lax”, é possível evitar que um cookie seja enviado em uma requisição originada de um site externo. Isso dificulta a execução de ataques de XSRF, pois o atacante não terá acesso ao cookie necessário para autenticar a requisição.

3. Utilize a verificação de referência:

A verificação de referência, também conhecida como “Referer Check”, é uma técnica que consiste em verificar se a requisição foi originada do próprio site. Essa verificação é feita comparando o cabeçalho HTTP “Referer” com o domínio do site. Caso o domínio seja diferente, a requisição é considerada suspeita e pode ser bloqueada.

4. Implemente o CORS (Cross-Origin Resource Sharing):

O CORS é um mecanismo que permite que um site restrinja quais recursos podem ser acessados por outros sites. Ao definir as políticas de CORS corretamente, é possível evitar que um site malicioso faça requisições para o seu site. Isso dificulta a execução de ataques de XSRF, pois o atacante não conseguirá enviar requisições para o seu site a partir de um site externo.

5. Eduque os usuários:

Além das medidas técnicas, é importante educar os usuários sobre os riscos de clicar em links desconhecidos ou visitar sites suspeitos. É fundamental que os usuários estejam cientes dos possíveis ataques e saibam como identificar e evitar situações de risco.

Conclusão

O XSRF é uma vulnerabilidade séria que pode comprometer a segurança de um site e dos usuários. É essencial que os desenvolvedores e administradores de sistemas estejam cientes dessa ameaça e adotem medidas para proteger seus sites contra ataques de XSRF. Utilizando tokens de segurança, implementando o cabeçalho HTTP “SameSite”, verificando a referência das requisições, configurando o CORS corretamente e educando os usuários, é possível reduzir significativamente o risco de ataques de XSRF.